Para tentar apanhar uns quantos de leitores que a revista tem perdido ao longo dos meses, nada melhor do que oferecer aos novos assinantes da Premiere, um DVD de Inception, bem antes de ele chegar às prateleiras. Quem estiver interessado… aproveite e ajude a revista Premiere, que eu cá não me deixo levar por este marketing inteligente.
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Já há dois meses que ando para deixar de comprar aquela que foi a minha revista de eleição de muitos anos. “Ora deixa cá ver se melhorou..", “Vou dar só mais uma hipótese.” e acabei por comprar a terceira Premiere que não estava nos meus planos. Desta vez, nem a capa me ajudou a comprar a revista: Prince of Persia, filme que já tinha estreado no mês de Maio e que eu já tinha visto. O que me fez comprar esta “última” Premiere foi um artigo que vislumbrei na minha folheadela: Meryl Streep por Mário Augusto. E não é que saí desiludido???
A renovação da Premiere já tinha sido anunciada. Por isso a espera pela Premiere de Março ainda foi mais morosa. Tal era a curiosidade, que folheei a revista do princípio ao fim na minha pequena viagem de Metro de hoje. No geral, nota positiva! Novo grafismo, novos espaços, parece uma revista mais "madura". No entanto, também há ausências que se fazem notar. Vou então fazer uma pequena análise mais pessoal à tão esperada nova Premiere. E a ver se é desta que se calam as bocas que todos os meses tentavam pôr o nome da revista na lama.
Acabou de ser publicado no blog da revista Premiere, Deuxieme, que a edição de Março sairá após a cerimónia dos Oscars e que tanto o grafismo, como o conteúdo da revista foi renovado. Também a equipa (inclusive o director), que todos os meses leva a Premiere às bancas portuguesas, foi sujeita a uma renovação. Nada melhor do que ler o comunicado da "Meios & Publicidade":
Boas notícias que sugerem novos ventos para a revista que já era alvo de queixas dos seus leitores de há uns tempos para cá. Mais ansioso fico pela edição de Março....Miguel Monteiro é o novo director da revista Premiere. A mudança de direcção do título foi comunicada pela Multipublicações em nota enviada às redacções. O profissional substitui no cargo José Vieira Mendes, jornalista que assumia a direcção desde o lançamento da revista no mercado português.A mudança de direcção no título mensal foi acompanhada por outras alterações na equipa editorial, com o realizador de cinema Jorge Paixão da Costa a assumir o cargo de publisher. O crítico João Lopes e Leonor Pinhão juntam-se como colaboradores permanentes, estando prevista a constituição de um conselho consultivo “que será composto por individualidades com reconhecidos méritos e experiência no mundo do cinema”. Francisco Toscano Silva continua como chefe de redacção.A revista foi ainda objecto de um processo de “rejuvenescimento”, com “novo grafismo, novo alinhamento editorial e novas rubricas”, informa a empresa na mesma nota. A Première é desde Outubro de 2008 editada pela Multipublicações.
- Críticas: a abrir a revista, as críticas começam por ser poucas (cerca de 8 filmes por mês) e muito curtas (tirando um ou dois destaques). Era de saudar que para uma revista mensal se ocupassem de mais filmes.
- News: poucas, curtas e muitas delas fora de prazo.
- Cenas quentes: uma página que nem guilty pleasure é. Poderia ser uma rubrica mensal bem mais interessante.
- Antecipação: em vez de duas ou quatro páginas, poderiam ser dez ou quinze.
- Antevisão 2010 (edição Jan/10): uma análise muito pobre aos filmes por estrear. Ficha técnica e apenas uma sinopse curta dos filmes. Era perfeitamente possível fazer-se um comentário mais pessoal e personalizado a cada filme.
- Estreias do mês: tirando um ou dois destaques mensais, as restantes estreias pouca informação têm... Este mês, o novo filme de George Clooney, Up In The Air, é apenas mencionado em 1/6 de página na secção Antevisão 2010.
- Cinema em casa: limita-se a analisar os lançamentos de meses anteriores. Para quem quer saber os DVD's a lançar no mês presente, não vai encontrar cá nada.
É de lamentar, mas parece que se limitam ao necessário e deixam a preguiça bloquear novas coisas. Outros casos são assinaláveis noutras edições. A título de exemplo, no número de Agosto de 2009 várias páginas foram ocupadas por uma secção completamente publicitária sobre a Audi, com a desculpa de analisar os filmes onde os carros da empresa aparecem.
O já conhecido caso do blog da revista, Deuxieme, é outro ponto de conflito pois desde o dia 2 de Novembro que o blog foi esquecido (pelos autores), sem qualquer justificação para quem o consulta todos os dias à espera de novos posts. Os comentários continuam, mas quanto à administração, nada.
É-me difícil como leitor fiel da Premiere criticar a publicação que tem vindo a arrastar-se mês a mês, mas merecem um abanão porque nós, os leitores, não estamos a par do funcionamento e dificuldades da equipa e custa-nos ver a qualidade da revista a cair. E pelo declínio de que muitos se queixam já é altura de fazer alguma coisa. Ainda mais com o recente aumento de preço e com revistas importadas como a Empire que se encontram facilmente em papelarias de centro comercial.
Nota: eu compro mensalmente a Premiere e a Empire. Por muito fraca que a Premiere seja continuarei a comprá-la todos os meses.
Quem estiver a ler, que comente e se queixe ou diga o que acha. Quantos mais, melhor para sermos ouvidos e para que se tome acção do lado de lá.
O já conhecido caso do blog da revista, Deuxieme, é outro ponto de conflito pois desde o dia 2 de Novembro que o blog foi esquecido (pelos autores), sem qualquer justificação para quem o consulta todos os dias à espera de novos posts. Os comentários continuam, mas quanto à administração, nada.
É-me difícil como leitor fiel da Premiere criticar a publicação que tem vindo a arrastar-se mês a mês, mas merecem um abanão porque nós, os leitores, não estamos a par do funcionamento e dificuldades da equipa e custa-nos ver a qualidade da revista a cair. E pelo declínio de que muitos se queixam já é altura de fazer alguma coisa. Ainda mais com o recente aumento de preço e com revistas importadas como a Empire que se encontram facilmente em papelarias de centro comercial.
Nota: eu compro mensalmente a Premiere e a Empire. Por muito fraca que a Premiere seja continuarei a comprá-la todos os meses.
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