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Depois do Golden Globe para melhor banda sonora, Michael Giacchino, compositor de filmes como Ratatouille e da série telivisiva Lost, soma mais dois prémios pela sua fantástica composição no filme Up. Eu, que acho que Giacchino já merecia grande reconhecimento desde a sua banda sonora em The Incredibles, não poderia estar mais satisfeito após o seu reconhecimento na cerimónia dos Grammys. Melhor Álbum de Banda Sonora e Melhor Composição Instrumental (Married Life) foram as categorias em que Giacchino foi reconhecido com o Grammy. E assim é reforçada a sua posição como principal candidato para o Oscar de melhor banda sonora. Veremos o que virá...
Nos Richard Attenborough - que todos conhecemos pelo velhote que construiu o Jurassic Park - Awards, James Cameron continua a receber reconhecimento pelo seu multimilionário (e único) filme da última década. Mas enquanto a vitória de James Cameron não foi de todo surpreendente, o escolhido como filme do ano foi uma agradável surpresa. A pouco e pouco, o preconceito dos filmes animados começa a ser quebrado pela crescente qualidade e originalidade dos filmes da Pixar. Nas categorias de representação, Sam Rockwell recebe o galardão (pelos vistos há quem tenha visto o Moon!!) e Carey Mulligan é também reconhecida, reforçando a sua muito provável nomeação aos Oscars. A lista completa, já de seguida:
Na animação, e sem surpresas, Up venceu a concorrência de Fantastic Mr. Fox, 9, The Princess And The Frog e Coraline.
“Aspect ratio, like any other choice in making a film, has an effect on the audience and how they perceive the story. For A Bug’s Life and The Incredibles, spectacle was a key part of the experience, hence the choice to go widescreen. Though both Monsters and Up also have grand vistas where scale and movement is important, I wanted a more intimate feel overall - especially for Up, which has some tender emotional scenes. I also felt that 1.85:1 is more friendly to comedy (not that there aren’t films that are funny in widescreen)."
Ficou de certa forma fascinado como os realizadores fazem este tipo de decisões segundo a perspectiva têm sobre o seus filmes. Pensando no que Pete Docter disse, estes aspectos são realmente fundamentais e conseguem mesmo ser importantes na visão artística do realizador. Um parágrafo que me deu muito prazer ler!
Um remix da banda sonora do filme Up, pelo artista Pogo, usando apenas sons, música e falas do filme. Vale bem a pena ouvir.
Married Life, o excelente tema de Michael Giacchino, do filme Up, tocado por uma fã. Quem me dera puder tocar aquilo...
[Actualização]
Estou estupefacto com a quantidade de pessoas que encontrei no youtube a tocar a banda sonora do Up. É de ficar maravilhado com os solos de piano do Married Life.
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Estou estupefacto com a quantidade de pessoas que encontrei no youtube a tocar a banda sonora do Up. É de ficar maravilhado com os solos de piano do Married Life.
Bastaria dizer que é um filme da Pixar, para podermos à partida considerá-lo uma maravilha. Mas posso dizer mais do que isto. Pela história enternecedora, pela comovente montagem de 6 minutos do início do filme, pela aventura empolgante que nos excita como só me lembra as aventuras de Indiana Jones, pelas personagens riquíssimas, pelos cenários belíssimos, pela música fantástica. Bem, que mais haverei de dizer... Depois de Monsters Inc, Pete Docter traz-nos um velhote que enche a casa de balões e parte rumo à América do Sul com um escuteiro irrequieto. Haverá mais original do que isto?
Up
A maravilha de andarilho para todas as idades
A maravilha de andarilho para todas as idades

O ano passado Wall-E foi praticamente ignorado pela Academia. O inevitável Óscar de Melhor Animação não foi suficiente para honrar a peça cinematográfica criada pela Pixar. Esquecido nas outras categorias, a Academia parece que continua com preconceitos em relação aos filmes de animação. Veremos se este ano não se repete a situação. Desde as categorias mais técnicas, passando pela música, por Pete Docter e até ao argumento, Up tem tudo para ser merecedor de duas mãos cheias de nomeações. A campanha para as nomeações aos Óscares já começaram. Agora com dez nomeados à categoria principal, não tem como deixar Up de fora dos nomeados a Melhor Filme. Fico a torcer deste lado.
Ao que parece esta curta-metragem em 2D só estará disponível no Blu-Ray de Up. De qualquer forma, aqui fica a curta exclusiva do filme Up que segue os dois empregados do lar de Shady Oaks, depois de presenciarem a fuga de Carl na sua casa voadora. Esta curta vem no estilo de animação de Your Friend The Rat. Foi escrita e realizada por Josh Cooley.
Mas que aventura...
Comecemos por isto: fui com as expectativas no máximo! E não tanto à espera de algo assim. Os últimos dois filmes da Pixar elevaram a fasquia num nível altíssimo e tinham histórias homogéneas no que toca à fronteira entre o que atrai os adultos e o que fascina as crianças. Em Up, é clara a linha que separa as duas principais linhas narrativas do filme: a comovente e belíssima história de Carl Fredricksen (excelente personagem, ao nível de Remy ou Wall-E), o velhote que ambiciona cumprir o desejo da sua falecida mulher, e a mirabolante cruzada por Kevin, a ave rara que o explorador Charles Muntz desesperadamente procura.


Nos primeiros minutos do filme somos transportados pela vida do casal Carl e Ellie numa excepcional e poética montagem de quatro minutos, que, sem quaisquer diálogos ou efeitos sonoros, nos faz sentir mais envolvidos e ligados com aquele casal apaixonado do que em filmes inteiros de romance, tanto graças aos que vemos como à música de Giacchino (é fantástico como com uma simples imagem nos apercebemos da infertilidade de Ellie). Frustrado com a sua vida sem Ellie e com o progresso à sua volta, Carl decide partir na sua casa rumo a Paradise Falls, culpado por não ter satisfeito o mais antigo desejo da falecida esposa. Acidentalmente, Carl ganha a companhia de Russel, um escuteiro trapalhão que transforma esta aventura numa verdadeira história de avós e netos, tal como é habitual nos filmes da Pixar [a temática da família]. Todas estas peripécias e transtornos inerentes à vida real e ao nosso mundo poderiam ter sido mais bem aproveitados, mas o filme acaba por enveredar numa aventura bem mais complicada, envolvendo cães falantes, aves exóticas e um explorador sem escrúpulos. E é aí que Up tem o seu defeito: é demasiado ambicioso e acaba por ficar num desequilíbrio sem sabermos bem que tipo de filme quer ser, talvez pela necessidade de agradar aos mais novos. Embora nada disto nos aborreça, ficamos com a sensação de que Up podia ter sido abordado de uma forma mais séria, já que a vontade de Carl e o seu amor para com Ellie (que acaba por se personificar na casa) resultariam perfeitamente num filme deveras sentimental e mais direccionado ao público adulto.


O possível descontentamento com o desvio da história de Carl e da sua casa, para destaque da perseguição de Kevin, é facilmente esquecido pela fantástica aventura cheia de entusiasmo e emoção, como só sentimos em filmes como Raiders Of The Lost Ark, que Up nos proporciona. Enquanto que preferia a concentração total na comovente e penetrante cruzada de Carl, não deixo de pensar que o filme deslumbrou na abordagem aventureira e divertida muito bem conseguida, tornando-o provavelmente no filme mais "funny" da Pixar. Tudo isto com um estilo muito clássico, que claramente define Up, ao oposto do futurismo de Wall-E.


Michael Giacchino, que já tinha dado provas de mestria em The Incredibles e Ratatouille, cria um tema musical fantástico que acompanha na perfeição o espírito aventureiro e a tal classicidade dos filmes de Hollywood, embora talvez usado excessivamente. Quanto à imagem, pfuuu... O que é que há para dizer? A Pixar deslumbra novamente com a tecnologia que sabe utilizar como ninguém, principalmente com a oportunidade que tiveram de retratar paisagens fabulosas e lugares exóticos, em que o 3D se fez notar na percepção de profundidade, apesar de limitar um pouco as cores e o ecrã de filme (o melhor é mesmo ver a versão original, que não está disponível em 3-D). As texturas, cores, criaturas, paisagens e tudo o resto estão deslumbrantes e cada vez mais perfeitas. Pete Docter cumpre com distinção o seu segundo trabalho como realizador (Monsters Inc. em 2001). A Pixar sabe mesmo o que está a fazer. Up é Altamente!
Bilhete - Check!
Óculos 3d - Check!
Here I go!
A um dia da estreia de UP, descobri um pequeno souvenir na Fnac. É claro que existe muita tralha do UP nos USA ou noutros países, mas cá em Portugal de certeza que não. Vamos ver se encontro muita coisa... Por agora, cá fica a caixa com 3 figuras do filme, na elevada quantia de 19,95€.
Já sabemos que a abordagem às crianças prevalece sempre e, como tal, não será de admirar que a maioria dos filmes de animação tenha a sua versão dobrada nas salas de cinema. Os adultos acabam por ser um pouco repelidos, já que estes filmes acabam por ser comercializados como filmes para crianças, mesmo aqueles que o não são. Com tudo isto, um grupo mais restrito acaba por ser esquecido: os que apreciam verdadeiramentes obras cinematográficas, como a aque promete ser UP.
Vejemos que por terras de Camões as exibições com tecnologia 3D (uma estreia para os filmes da Pixar) do filme UP estão disponíveis apenas para as versões dobradas do filme. É verdade que há filmes que já não vejo se não forem com as vozes portuguesas que já conheço desde a infância, como é o caso de O Rei Leão e Toy Story, mas mesmo assim agradeço poder escolher. Pior pior foi ver o The Simpsons Movie com vozes portuguesas. Depois de anos e anos a ouvir os D'Oh de Homer na RTP2, foi um descalabre ouvir um português a gritar no corpo do meu homem amarelo favorito.
E já me ia esquecendo que, em Portugal, Up chama-se Altamente...
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