Começar por comentar o facto de, no mês passado, ter destacado o regresso da Disney aos seus clássicos de animação, quando no mesmo mês o brilhante Martin Scorcese regressou com um filme imaculado. Soubesse eu o que sei hoje, e tinha lançado foguetes ao ar e feito toda a propaganda possível ao Shutter Island. Mas sigamos em frente. Será inquestionável dizer que Alice in Wonderland é o filme mais esperado deste mês. Peter Jackson regressa irreconhecível e a Dreamworks traz-nos mais um filme de animação (reparem no aborrecimento com que digo "mais um"). Tal como já tinha previsto no início de Fevereiro, The Imaginarium Of Doctor Parnassus (Parnassus - O Homem Que Queria Enganar O Diabo) foi adiado para o final de Março. Continuem para saber as minhas escolhas:
Depois do feliz regresso da Disney à animação dos velhos tempos com The Princess And The Frog, a história de Rapunzel será a próxima adaptação de contos de fadas a chegar aos grandes ecrãs. Com o título original de Tangled, o filme é realizado por Nathan Greno e Byron Howard (Bolt) e tem a sua estreia nos EUA marcada para o próximo 12 de Novembro. Aqui fica o primeiro trailer.
De toda a parafernália de reedições, edições especiais e blu-rays que estão para chegar, contentem-se com os meus destaques:
Nicholas Chartier, co-produtor de The Hurth Locker, resolveu promover o seu filme junto dos votantes da Academia, com um e-mail pessoal a pedir o voto no seu filme. Teria sido muito esperto, não fosse o caso de ir contra as regras da Academia.
Foi no passado dia 19 de Fevereiro que Chartier enviou um e-mail a colegas das lides cinematográficas a apelar ao voto no filme realizado por Kathryn Bigelow e ainda que pedissem a outros colegas que também o assim fizessem. Não só infringiu a regra que proíbe promover o filme directamente entre votantes, como também mencionou outro filme na sua carta de promoção: "o de 500 milhões de dólares". Aqui fica a tradução da carta enviada pelo produtor:
Espero que tudo esteja bem consigo. Só queria escrever para dizer que espero que tenha gostado do filme «The Hurt Locker», e que se assim foi e se quer que ganhemos, por favor diga (nome apagado) e aos seus amigos que votam para os Óscares, e diga aos actores, realizadores, membros da equipa, directores artísticos, profissionais dos efeitos visuais, que se toda a gente disser a um ou dois dos seus amigos, o vencedor seremos nós e não um filme de 500 milhões de dólares. Precisamos que os filmes independentes ganhem, tal como os filmes que você e eu fazemos, por isso se acredita que «The Hurt Locker» é o melhor filme de 2010, ajude-nos!
Tenho a certeza que conhece muita gente com quem já trabalhou que são membros da Academia, quer sejam publicitários, argumentistas ou técnicos de som. Por favor, gaste cinco minutos e contacte-os. Por favor, telefone a uma ou duas pessoas, tudo ajudará!
Melhores cumprimentos
Nicolas Chartier, Voltage Pictures
Cinco dias depois do sucedido, certamente avisado pela Academia, Chartier retraiu-se logo, enviando aos visados um e-mail em que se ajoelha a pedir perdão:
A semana passada, enviei-lhe um e-mail sobre os Óscares, em geral, e «The Hurt Locker», em particular.
O meu e-mail para si foi despropositado e não estava de acordo com o espírito de celebração do cinema que é este reconhecimento. Eu ainda estava mais errado, tanto pessoal como profissionalmente, ao pedir a sua ajuda para encorajar outros a votarem no filme e ao emitir comentários sobre outra película. Por muito apaixonado que eu seja pelo filme que fizemos, este e-mail foi extremamente inapropriado, e algo que Academia reprova de forma muito acentuada nas regras.
A minha ingenuidade, ignorância das regras e pura e simples estupidez como nomeado pela primeira vez não é desculpa para esse comportamento e lamento-o profundamente. Ser nomeado para um Óscar da Academia é a honra mais importante de todas e eu devia ter gasto algum tempo a ler as regras.
Estou a enviar este e-mail a todas as pessoas com esta mesma declaração, para me retratar do meu e-mail anterior e pedindo que, por favor, não o considerem.
Peço sentidas desculpas a todos aqueles a quem ofendi.
Melhores cumprimentos
Nicolas Chartier, Voltage Pictures
Se a Academia irá prosseguir com alguma penalização, ainda não se sabe. Dêem-lhe forte. Sem dó nem piedade! Transgredindo regras ou não, é de muito mau carácter escrever uma carta daquelas.
Acabei de chegar do Vasco da Gama. Shutter Island é a mais recente pérola do cinema de Martin Scorsese. Aquele final... Tantos pormenores, tantas pequenas grandes coisas, tantas pistas, tantas piscadelas de olho. Dá vontade de rever imediatamente. Um dos melhores thrillers psicológicos de sempre. Um brainfuck gigantesco que bate Fight Club. Um argumento magnífico. Não me venham falar do Avatar... Isto sim, é do melhor que o cinema tem. Scorsese a revelar uma faceta desconhecida. E a dar-nos cabo da mente.... (Não é preciso dizer que aconselho ir ver o filme, pois não?) Ainda estou demasiado K.O. com o filme para falar direito. Boa noite.
Numa recente entrevista, Sigourney Weaver falou sobre a sua possível participação em Avatar 2. Eu, já conformado com a sequela, fico a fazer figas para que a actriz regresse. Se não fosse ela, tinha gostado menos de Avatar. Opiniões à parte, isto quererá dizer uma de duas coisas: Avatar 2 será uma prequela, ou então a Dr. Grace não morre em Pandora. Palpites?
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